Produtos financeiros baseados em APIs

Segundo a Wikipedia, APIs são um conjunto de definições de rotinas, protocolos e ferramentas para se construir software e aplicações. Na prática, as APIs são interfaces que possibilitam a comunicação entre dois sistemas. Por exemplo, se eu quero no meu site usar dados do Facebook do usuário, eu utilizo a API do Facebook, que me permite conectar ao banco de dados do Facebook e receber as informações que preciso.

 
Para alguns especialistas, em alguns anos a grande maioria dos negócios relevantes na web terão suas APIs publicadas e sendo utilizadas livremente por terceiros. Isso ajudará a alavancar os negócios tanto das empresas que as publicam, como das que as utilizam. 
 
Nos EUA, Europa e Ásia, vários bancos já publicam suas APIs para parceiros, para que eles possam se conectar à sua base de dados de forma segura e extrair os dados necessários para prestar seus serviços. Assim, por exemplo, que o norte-americano Mint, o primeiro caso de sucesso de PFM (Personal Financial Management) no mundo, conseguiu em 2009 se conectar com mais de 200 bancos nos EUA, para poder oferecer o serviço de agregação e classificação de despesas, que permitia que seus usuários gerenciassem melhor as suas finanças. 
 
Ainda hoje, nos países mais maduros, os bancos que publicam suas APIs tentam restringir o seu uso a parceiros homologados. Já existem hoje diversos sites, como plaid.com e kontomatik,com, que concentram as APIs de bancos e ajudam as empresas parceiras a se conectar a eles.
 
No Brasil, o tema já é discutido internamente nos bancos, porém nenhum até o momento decidiu dar o primeiro passo. Temos que reconhecer que os problemas de segurança que temos aqui nos impõem uma realidade muito diferente da dos países desenvolvidos. E, por isso, a atividade de gestão das APIs deverá ter aqui no Brasil uma conotação um pouco diferente da que vemos nos mercados maduros. Mas este caminho não me parece ter volta. Chegaremos lá e isto poderá representar um grande avanço na melhoria da experiência do consumidor, que no segmento bancário ainda é muito distante daqueles verdadeiramente digitais.