CaaS – Compliance como um serviço

 
Na medida em que a área de RegTech avança, as startups de Compliance as a Service (CaaS) ganham terreno. Este movimento é global e, para entendê-lo, basta olhar os números de lavagem de dinheiro no mundo.
 
Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a prática de lavagem de dinheiro representa entre 2 a 5% do PIB mundial. Este número é consistente com o recente relatório da UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime), segundo o qual, em 2009, criminosos e traficantes de drogas lavaram cerca de U$1,6 trilhões. Deste total, mais de 99% circulou normalmente, sem que tenha sido identificado pelas instituições financeiras e/ou autoridades.
 
Em outro relatório, a Global Financial Integrity, afirma que, entre 2004 e 2013, o dinheiro movimento pelo crime nos países emergentes e em desenvolvimento foi superior ao investimento legal recebido de fora por estes mesmo países. Mais alarmante ainda, é o fato de que o dinheiro ilegal movimentado nestas nações cresceu à taxa de 6,5% ao ano, o que representa quase o dobro do crescimento do PIB mundial. E estes dados não levaram em conta a lava-jato no Brasil e suas ramificações em outros países.
 
Diversos relatos de especialistas no assunto (vide por exemplo Pawel Kuskowski, CEO e fundador da Coinfirm) mostram que os bancos, apesar de investirem uma grande soma em sistemas e processos de KYC (Know Your Client) e AML (Anti-Money Laundering), ainda são ineficientes no tema. Isto aponta para grandes oportunidades para soluções inovadoras, sobretudo que usem Inteligência Artificial e Big Data. Assim a tecnologia fará o papel dela, ficando na dependência da vontade política para que as coisas realmente funcionem.