Blockchain

A tecnologia blockchain – que dá sustentação às transações com a criptomoeda Bitcoin – é o maior legado da revolução das criptomoedas. O blockchain é uma base de dados distribuída, na qual todas as transações ficam registradas em todos os nós da rede. Não há um repositório único e centralizado; ao contrário, todos os participantes guardam as mesmas informações, de forma colaborativa e transparente. Dessa maneira, não é necessária uma terceira parte para auferir confiança à transação, pois não há meios dela ser cancelada ou alterada.

Para explicar a plataforma, algumas pessoas fazem analogias do blockchain com os modelos econômicos e ele seria então uma espécie de modelo híbrido entre o capitalismo e o comunismo, dado o seu caráter descentralizador e colaborativo. Outros preferem a analogia com o DNA dos seres humanos, em que todas as células contêm a mesma informação; assim, mesmo que algumas morram, a informação continua presente em todas as outras.

Mas o que é exatamente o blockchain?
O blockchain (cadeia de blocos) pode ser entendido como um grande livro-razão de contabilidade que registra as transações de uma operação. Para evitar que houvesse duplicidade no uso de bitcoins, a solução encontrada foi agrupar as últimas transações da rede em um “bloco”, que contém uma referência ao bloco imediatamente anterior e carimbá-lo com um código (“hash”) na rede.
As transações são então registradas e compartilhadas entre todos os participantes do sistema. A manutenção e a atualização dos registros ocorrem de forma descentralizada e voluntária, incentivada pela emissão de novos bitcoins para quem se dedica ao trabalho de mineração. Toda essa operação acontece sem um órgão gestor ou regulador.
Esse modelo de negócio descentralizado e colaborativo pode ser estendido para outros mercados além das moedas virtuais. Poderemos ver em breve a tecnologia blockchain sendo aplicada em setores como telecomunicações, emissão de documentos (cartórios), economia colaborativa, mercado de apostas, indústria da música, pedras preciosas, mercado de arte, internet das coisas, e outras indústrias com potencial disruptivo.

Onde a tecnologia blockchain já está presente
No mundo todo, os grandes bancos já estão testando blockchain em vários casos de uso. O fundo Innoventures, do Santander, recentemente publicou um artigo em que afirma que os bancos poderão economizar cerca de U$20 bilhões por ano com o uso da tecnologia.
Bolsas de Valores e órgão reguladores, até mesmo Bancos Centrais, estão estudando o tema em profundidade e um projeto já foi anunciado pelo governo australiano.
Consórcios de empresas de tecnologia e bancos também já foram formados e estão trabalhando com diferentes padrões. Empresas como Accenture, IBM e Microsoft já têm soluções desenvolvidas para acelerar a implementação em clientes.

Que problemas o blockchain resolve
A tecnologia do blockchain endereça basicamente três temas:
– Confiabilidade: confere confiabilidade às partes, sem a presença de um órgão central.
– Segurança: através da capacidade de total rastreabilidade e da ausência de repúdio, uma vez que as informações não podem ser apagadas nem alteradas;
– Distribuição: a informação está em todos os pontos da rede e eles são os autenticados por meio de um consenso.

Na maioria das indústria, as ideias de implementação ainda estão em fase experimental, mas podemos estar diante do nascimento de um novo modelo de distribuição de informação, que vai revolucionar diversas indústrias, como talvez o criador do Bitcoin nunca tenha imaginado.

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