A Internet das Coisas e as oportunidades para Serviços Financeiros

A “Internet das Coisas” (em inglês Internet of Things – IoT) é a comunicação entre dispositivos por meio da Internet. As estimativas do tamanho deste mercado variam. A previsão de analistas e de fornecedores de tecnologia é que ele movimente algo em torno de US$ 300 bilhões a US$ 5 trilhões até o final da década. E o setor de Serviços Financeiros não estará fora desse mercado.

Nós já encontramos hoje produtos que usam tecnologia de sensibilidade e comunicação em diversos setores de consumo, como carros que andam sozinhos, aparelhos inteligentes e detecção de geolocalização em telefones móveis. Também já vemos aplicações nos negócios, com o principal foco no gerenciamento das linhas de montagem em indústrias.

Com os benefícios da Internet das Coisas, vêm também os desafios, como na área de segurança e privacidade. Com a explosão dos dispositivos e sensores, a segurança digital ganha uma nova dimensão – não apenas para as empresas como também para os consumidores. Com mais conexões e informações sendo transmitidas, as vulnerabilidades digitais se expandem exponencialmente.

Os Bancos e a Internet das Coisas
Muitas empresas têm usado a extração de dados para melhorar a experiência de seus usuários, o desenvolvimento de novos produtos e a performance de sua área operacional. Segundo o Gartner, os dispositivos com IoT vão crescer a uma taxa maior que 30% a.a até 2020, cobrindo mais de 200 diferentes categorias de sensores, consumidores e negócios.

Obviamente, todo esse crescimento trará oportunidades para todos os setores, inclusive o setor bancário. A Deloitte sugere que um terço dos sensores desenvolvidos em 2015 poderiam ser usados na indústria de serviços financeiros, crescendo para cerca de 50% em 2020.

Já temos alguns exemplos reais de casos nesse setor, como em Seguros (automóvel, residência e saúde) e Pagamentos. Os dispositivos podem identificar e classificar a forma como um motorista dirige, gerando uma análise de risco mais assertiva para a determinação do prêmio do seu seguro. Eles podem também identificar o quanto um cliente cuida de sua saúde, através de seus hábitos, gerando dados valiosos para o seu Plano de Saúde. Na área de Pagamentos, os dispositivos podem representar um papel relevante na tendência dos chamados “pagamentos transparentes”, em que o usuário efetua o pagamento sem fazer qualquer esforço, como no caso do Uber os dos tags SEM PARAR. No mercado imobiliário, sensores em prédios podem ajudar a gerenciar melhor o uso da energia, impactando a atratividade dos imóveis, gerando maiores retornos para o setor.

E a Segurança?
Em um mundo perfeito, quanto mais dados o banco tem que verificar, mais forte é a proteção da privacidade e segurança da identidade. A biometria já auxilia hoje na autenticação de transações financeiras, os wearables poderão aumentar esta contribuição e a capacidade de geolocalização dos dispositivos móveis ajudará ainda mais no processo de verificação.

No mundo real, entretanto, a Internet das Coisas levanta questões de privacidade e segurança, dada a quantidade de informações do usuário que estarão trafegando na rede. Fora o risco à segurança, já que vários aparelhos estarão permanentemente conectados, desde dispositivos para pagamentos até termostatos inteligentes em agências bancárias.